Tivoli São Paulo Mofarrej

Estudo Econômico Financeiro (São Paulo, 2007)

Desde 2005, o braço não-financeiro do Grupo Espírito Santo, que tinha investimentos hoteleiros em Portugal e Angola, se apoiou na BSH para elaborar uma estratégia de investimentos para hotelaria no Brasil.

O plano estratégico aprovado contemplava um hotel em São Paulo. Nessa época, a hotelaria na cidade ainda sofria os efeitos da superoferta constituída a partir da onda de investimentos em hotéis e flats que assolou a capital no final da década de 1990 e início de 2001.

A BSH previu que a oferta teria muita dificuldade de expansão em razão de três fatores: os resultados dos hotéis não eram animadores, não havia financiamentos adequados para novos hotéis, e os pequenos investidores haviam se prejudicado demasiadamente com a onda de investimentos em flats, o que dificultava sua volta tão breve para o mercado. A BSH previu também que a demanda continuaria a se expandir fortemente, por conta do crescimento da economia.

Traçado o cenário que o mercado deveria presenciar quando a família Mofarrej decidiu não renovar o contrato de arrendamento com o Grupo Sol Meliá, a BSH enxergou uma oportunidade que foi logo abraçada pela Tivoli Hotels & Resorts, empresa hoteleira do Grupo Espírito Santo.

Após um programa de renovações que consumiu pouco mais de 6 milhões de euros, o Tivoli São Paulo Mofarrej abriu as portas em abril de 2009 e os resultados projetados pela BSH têm se revelando verdadeiros.